PF apura suposto esquema de desvio de recursos públicos na Universidade Federal de Lavras
06/08/2026
(Foto: Reprodução) PF apura suposto esquema de desvio de recursos públicos na UFLA
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação 'Malversação' para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos administrativos da Universidade Federal de Lavras (UFLA).
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A ação, realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Lavras (MG) e Campos do Jordão (SP), expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.
Segundo a PF, as investigações apuram possíveis fraudes em contratos firmados pela universidade entre 2021 e 2022 para a compra de materiais de construção e outros insumos. As apurações apontam indícios de irregularidades em pregões eletrônicos, com possível emissão de notas fiscais sem correspondência integral com os produtos efetivamente entregues à instituição, tendo os pagamentos sido realizados com recursos públicos.
PF apura suposto esquema de desvio de recursos públicos na Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Polícia Federal
Ainda conforme a investigação, há indícios da participação de agentes públicos e particulares em um esquema que envolveria o ateste irregular do recebimento de mercadorias, pagamentos indevidos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada de alguns investigados.
De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo potencial aos cofres públicos pode chegar a R$ 4 milhões, valor que ainda poderá ser revisto no decorrer das investigações.
PF apura suposto esquema de desvio de recursos públicos na Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Polícia Federal
O nome da operação 'Malversação' faz referência ao suposto emprego irregular, gestão indevida ou desvio de recursos públicos, que constitui o núcleo das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Ao todo, participam 56 policiais federais e seis servidores da Controladoria-Geral da União.
O g1 entrou em contato com a UFLA para ter mais detalhes sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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